eu queria ter um pouco de carinho não só com meu corpo mas com minha expressão como pessoa no mundo como um todo... gostar um pouco da minha pessoa. acho que não vem do dia pra noite, mas espero que venha... (:
Não é mesmo do dia pra noite! Pelo contrário, é um processo não só devagar quanto difícil. Acho que saber que outras pessoas se sentem assim ajuda muito. <3
Ouvi, desde muito menina, ainda começando a despertar pro mundo dos padrões, que eu era gorda, quadrada, que nada me cabia, que nada ficava bonito no meu corpo, um corpo que se transformava, meu vestido não era tubinho e sim manilha. Esse monstro foi crescendo dentro de mim e resolvi fazer greve de fome, comer só faz a gente sofrer. Por mais que eu tivesse chegado aos quase quarenta quilos, me via e me sentia gorda, dentro de mim, ainda, era gorda. Consegui sair desse conflito, apesar de até hoje ele teimar em me visitar, estou atenta a esse ser que, em momentos de fragilidade, me assalta.
Vizinha linda, você é maravilhosa e estamos juntas nessa. Quando esse fantasma chegar, pode me chamar que vou aí falar como você é incrível com seu cabelo colorido e tudo! Te amo! <3
Necessário seu texto pra nós mulheres! Me tocou num lugar importante e colocou em palavras sensações que eu venho tendo devido a ter passado por algumas mudanças corporais drásticas. Somos seres sociais e nosso corpo em geral necessita também do olhar do outro.
Obrigada, Mônica! Fiquei feliz de saber que o texto conversou com você. Por isso acho que é legal falar sobre isso, pra gente ver que não estamos sozinhas! <3
Lendo cheia de lagriminhas porque eu já vivi a vida como padrão desejável e hoje não vivo mais, e é horrível e impressionante como a gente é afetada por tudo isso.
Adorei o texto! Não posso dizer, entretanto, que me identifico completamente. Não sei se é porque sou assexual, se é porque sou autista ou se é porque sou eu, mas nunca consegui me sentir pressionada por algum padrão, qualquer que fosse ele. Nunca fui de ver uma mulher magra e pensar que queria ser como ela. E olha que a minha avó tentou: não perdia uma oportunidade de dizer que eu era gorda e relaxada. Eu nem ficava chateada, e se ficava, era mais pela perturbação da paz do que por ela odiar meu corpo e meu cabelo. Sempre me achei bonita, sempre gostei da minha aparência, mesmo sabendo que estou fora dos padrões: além de ser gorda, não me depilo, nunca me interessei por maquiagem e não aliso o cabelo (teve uma época em que eu era adolescente que cedi à pressão da minha avó para alisar, mas desisti depois de descobrir a tortura que era o procedimento considerando os poucos dias que ele durava). Ainda por cima, nunca me importei com o que as pessoas achavam da minha aparência. Meu pensamento sempre foi: me acha feia? Problema seu! Por cauda disso tudo, não posso dizer que te entendo.
Isso não quer dizer que eu não tenha outras inseguranças, claro.
Mas te admiro muito: pela habilidade de escrita, pelo pique para fazer todos esses exercícios, pela coragem de se achar bonita apesar de tudo e ter que segurar essa barra sozinha.
Obrigada pelo carinho, querida! E muito bom te ver por aqui também. O mais engraçado é que eu não penso que queria ser como pessoas padrão (não mais, ao menos), mas realmente me pega isso de não ser vista como alguém desejada. Acho que pega muito no medo de rejeição num geral, sabe? Mas tá melhorando minha relação com isso também, e tenho certeza que vai continuar ficando mais tranquilo. Obrigada pelo comentário!
Esse texto conversou demais comigo. Eu enquanto pessoa fora do padrão me vejo gostosa contra tudo e quase todos, e isso é cansativo de carregar sozinha. Queria que mais alguém me ajudasse nessa tarefa, me achando gostosa real oficial em algum momento. Obrigada por partilhar.
Nossa, é isso, é muito cansativo! Obrigada você pelo comentário; sinto que, de alguma forma, falar sobre isso ajuda a ver que não estamos sozinhas. Acho que as coisas estão melhorando (mesmo a passos de tartaruga) na sociedade quanto a isso, então resta a gente se fortalecer e se entender nesse meio tempo. <3
eu queria ter um pouco de carinho não só com meu corpo mas com minha expressão como pessoa no mundo como um todo... gostar um pouco da minha pessoa. acho que não vem do dia pra noite, mas espero que venha... (:
Não é mesmo do dia pra noite! Pelo contrário, é um processo não só devagar quanto difícil. Acho que saber que outras pessoas se sentem assim ajuda muito. <3
Ouvi, desde muito menina, ainda começando a despertar pro mundo dos padrões, que eu era gorda, quadrada, que nada me cabia, que nada ficava bonito no meu corpo, um corpo que se transformava, meu vestido não era tubinho e sim manilha. Esse monstro foi crescendo dentro de mim e resolvi fazer greve de fome, comer só faz a gente sofrer. Por mais que eu tivesse chegado aos quase quarenta quilos, me via e me sentia gorda, dentro de mim, ainda, era gorda. Consegui sair desse conflito, apesar de até hoje ele teimar em me visitar, estou atenta a esse ser que, em momentos de fragilidade, me assalta.
Vizinha linda, você é maravilhosa e estamos juntas nessa. Quando esse fantasma chegar, pode me chamar que vou aí falar como você é incrível com seu cabelo colorido e tudo! Te amo! <3
Necessário seu texto pra nós mulheres! Me tocou num lugar importante e colocou em palavras sensações que eu venho tendo devido a ter passado por algumas mudanças corporais drásticas. Somos seres sociais e nosso corpo em geral necessita também do olhar do outro.
Obrigada, Mônica! Fiquei feliz de saber que o texto conversou com você. Por isso acho que é legal falar sobre isso, pra gente ver que não estamos sozinhas! <3
que texto necessário. gratidão
Eu que agradeço pela leitura, Lila! <3
Lendo cheia de lagriminhas porque eu já vivi a vida como padrão desejável e hoje não vivo mais, e é horrível e impressionante como a gente é afetada por tudo isso.
Estamos juntas nessa (e em outras!), Taty. Na esperança de que falar mais sobre isso ajude outras pessoas!
Adorei o texto! Não posso dizer, entretanto, que me identifico completamente. Não sei se é porque sou assexual, se é porque sou autista ou se é porque sou eu, mas nunca consegui me sentir pressionada por algum padrão, qualquer que fosse ele. Nunca fui de ver uma mulher magra e pensar que queria ser como ela. E olha que a minha avó tentou: não perdia uma oportunidade de dizer que eu era gorda e relaxada. Eu nem ficava chateada, e se ficava, era mais pela perturbação da paz do que por ela odiar meu corpo e meu cabelo. Sempre me achei bonita, sempre gostei da minha aparência, mesmo sabendo que estou fora dos padrões: além de ser gorda, não me depilo, nunca me interessei por maquiagem e não aliso o cabelo (teve uma época em que eu era adolescente que cedi à pressão da minha avó para alisar, mas desisti depois de descobrir a tortura que era o procedimento considerando os poucos dias que ele durava). Ainda por cima, nunca me importei com o que as pessoas achavam da minha aparência. Meu pensamento sempre foi: me acha feia? Problema seu! Por cauda disso tudo, não posso dizer que te entendo.
Isso não quer dizer que eu não tenha outras inseguranças, claro.
Mas te admiro muito: pela habilidade de escrita, pelo pique para fazer todos esses exercícios, pela coragem de se achar bonita apesar de tudo e ter que segurar essa barra sozinha.
Parabéns pelo texto!
Obrigada pelo carinho, querida! E muito bom te ver por aqui também. O mais engraçado é que eu não penso que queria ser como pessoas padrão (não mais, ao menos), mas realmente me pega isso de não ser vista como alguém desejada. Acho que pega muito no medo de rejeição num geral, sabe? Mas tá melhorando minha relação com isso também, e tenho certeza que vai continuar ficando mais tranquilo. Obrigada pelo comentário!
Esse texto conversou demais comigo. Eu enquanto pessoa fora do padrão me vejo gostosa contra tudo e quase todos, e isso é cansativo de carregar sozinha. Queria que mais alguém me ajudasse nessa tarefa, me achando gostosa real oficial em algum momento. Obrigada por partilhar.
Nossa, é isso, é muito cansativo! Obrigada você pelo comentário; sinto que, de alguma forma, falar sobre isso ajuda a ver que não estamos sozinhas. Acho que as coisas estão melhorando (mesmo a passos de tartaruga) na sociedade quanto a isso, então resta a gente se fortalecer e se entender nesse meio tempo. <3
Vem aí o Onlyfantastico Guia da Jana! Você clica e vê nudez da alma.
Hahahaha eu AMEI! Podia ser o nome dessa coluna, né hahahaha